Instrutora Ana Luísa Paulo

A nossa evolução dá-se através da qualidade das relações que estabelecemos com o nosso corpo, a nossa mente, a nossa essência e com o ambiente que nos circunda.

Situado entre Santa Cruz e A-dos-cunhados, junto ao Vimeiro aí nos encontra, mais propriamente Casal D' Além!

Uma forma de estar mais saudável e inteligente.

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Professora Ana Luísa Paulo

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A doença de SER Normal


A doença de ser normal

A humanidade pode estar sendo acometida por uma epidemia global: a normose, uma obsessão doentia por ser normal

por Carolina Bergier
Já foi normal duas pessoas se digladiarem até a morte para entreter a multidão. Também já foi normal queimar mulheres na fogueira por bruxaria e fazer pessoas trabalharem sem remuneração com direito a castigos físicos só pela cor da pele. Era normal também humanos se alimentarem de sua própria espécie e casarem sem amor. Já foi normal passar 40 horas da semana fazendo algo que se detesta, mentir para ganhar dinheiro e devastar florestas inteiras em busca de um suposto desenvolvimento. Peraí, este último ainda é normal. Afinal, será que ser normal - e achar normais coisas que não deveriam ser - pode ser uma doença?

Segundo alguns psicólogos, sim. A doença de ser normal chama-se, segundo eles, normose: um conjunto de hábitos considerados normais pelo consenso social que, na realidade, são patogênicos em graus distintos e nos levam à infelicidade, à doença e à perda de sentido na vida.O conceito foi cunhado quase que simultaneamente pelo psicólogo e antropólogo brasileiro Roberto Crema e pelo filósofo, psicólogo e teólogo francês Jean-Ives Leloup, na década de 1980. Eles vinham trabalhando o tema separadamente até que um terceiro psicólogo, o francês Pierre Weil, se deu conta da coincidência. Perplexo, Weil conectou os dois, e os três juntos organizaram um simpósio sobre o tema em Brasília, uma década atrás. Do encontro, nasceu uma parceria e o livro Normose: A patologia da normalidade.No fim dos anos 70, Crema estava encucado com o fato de muitos autores apontarem uma "patologia da pequenez": o medo de se deixar ser em sua totalidade. Ele deparou-se com muitos pensadores, entre eles o alemão Erich Fromm (1900-1980), que falava do medo da liberdade, e o suíço Carl Jung (1875-1961), que afirmava que só os medíocres aspiram à normalidade. Crema misturou ao caldo a célebre declaração do escritor britânico G.K. Chesterton (1874-1936), que disse que "louco é quem perdeu tudo, exceto a razão", e acrescentou os anos de observação e prática em sua clínica pedagógica.Assim nasceu o conceito de normose, que, segundo ele, "ocorre quando o contexto social que nos envolve caracteriza-se por um desequilíbrio crônico e predominante". A normose torna-se epidêmica em períodos históricos de grandes transições culturais - quando o que era normal subitamente passa a parecer absurdo, ou até desumano. Foi o que aconteceu no final do período romano, em relação à perseguição de cristãos, ou no início da Idade Moderna, com o fim da legitimidade da Santa Inquisição, ou no século 19, com a perda de sustentação moral da escravidão. E, segundo Crema, Leloup e Weil, é o que está acontecendo de novo, com a crise dos nossos sistemas de produção, trabalho e valores."O novo modelo é ainda embrionário, e os visionários dessa possibilidade de sociedade não-normótica ainda são minoria", diz Crema. Enquanto a maioria de nós se adapta a um ambiente social doente, quem resiste à normose acaba considerado desajustado, por não obedecer ao estado "normal" das coisas.Como aquele cara que, mesmo ganhando o suficiente para fornecer educação, moradia e alimentação para si e seus filhos, é considerado vagabundo e louco por, em plena quarta-feira ensolarada, liberar as crianças da aula e levá-las à praia. Mas como? Em dia de semana? As crianças vão faltar aula? Pois é. De repente, ele acha que um dia na natureza vai fazer mais bem a seus filhos do que horas sentados em sala de aula. Será que ele não é saudável, e doentes estão os outros?DesnormotizaçãoPara a filósofa Dulce Magalhães, que escreve sobre mudanças de paradigmas, o normótico acredita que geração de renda e falta de tempo para si ou para a família são indissociáveis. "As pessoas consideram que trabalhar muitas horas, colocar em risco sua saúde e suas relações é normal", diz ela. "Mas isso tem um custo pessoal e social alto demais, que acabam levando a problemas de saúde pública e violência, por exemplo."Dulce acha que a cura para a normose está em mudarmos de modo mental, abandonando o modelo da escassez, que hoje rege o mundo, e abraçando o da abundância. Ela explica: "Desde a infância, aprendemos que o que vem fácil vai fácil e que, se a vida não for difícil, não é digna. Precisamos mudar isso e entender que esforço não é tarefa." Quantos de nós chegamos em casa reclamando para mostrarmos (a nós mesmos e aos outros) que trabalhamos muito e tivemos um dia duro, como se isso trouxesse algum tipo de mérito?Segundo Crema, cada um de nós tem talentos diversos, mas "o normótico padece de falta de empenho em fazer florescer seus dons e enterra seus talentos com medo da própria grandeza, fugindo da sua missão individual e intransferível". "Quando temos necessidade de, a todo custo, ser como os outros, não escutamos nossa própria vocação", acredita.O carioca Eduardo Marinho, hoje com 50 anos, percebeu cedo que não queria ser como os outros. Filho de militar, abriu mão de sua condição financeira e de sua faculdade ao se dar conta, aos 18 anos, que não queria olhar para sua vida quando velho e pensar que não tinha feito nada relevante. "Não queria ser bem-sucedido e me sentir fracassado". Eduardo saiu pelo País pedindo abrigo e comida em troca de favores e buscando algo que o preenchesse. Depois de passar por poucas e não tão boas pelo Brasil, deu voz a sua vocação. Hoje é artista plástico.Ele acredita que a desnormotização se inicia dentro de cada um: "Que tal olhar para dentro de si mesmo? É aí que começa a revolução", sugere. Claro que, para isso, não é mandatório dormir nas ruas. Fazer o trajeto que Eduardo escolheu para si pode ser perigoso e não há nenhuma garantia de sucesso.Bug cerebralA cura da normose é trabalho individual, mas alguns esforços sociais podem ajudar. Para começar, seria um adianto se tivéssemos um novo modelo educacional. A escola poderia ser o lugar onde as crianças descobrem suas verdadeiras vocações - em vez de tentar padronizar os alunos e convencê-los a serem normais.Mundo afora, estão surgindo escolas com uma nova lógica, como a Escola da Ponte, em Portugal. A instituição não segue um sistema baseado em séries, e os professores não são responsáveis por uma disciplina ou por turmas específicas. As crianças e os adolescentes que lá estudam definem quais são suas áreas de interesse e desenvolvem seus próprios projetos de pesquisa, tanto em grupo como individuais.Algo similar parece estar acontecendo no mundo empresarial, onde mais e mais empreendimentos estão dando voz à liberdade individual. O caso clássico, sempre citado, é o do Google, cuja sede, em Mountain View, na Califórnia, conta com salas de jogos, videogames, espaços ao ar livre e tempo reservado para que cada funcionário desenvolva seus próprios projetos para a empresa, com total autonomia.Claro que não há vagas para todos nós no Google nem para todos os nossos filhos na Escola da Ponte. A cura da normose não vai ser resultado de uma ou outra iniciativa isolada - ela só vai ser possível quando houver no mundo gente suficiente disposta a questionar tudo o que achamos normal.E talvez isso demore anos para acontecer. A explicação para isso pode estar num bug que todos carregamos no cérebro, que tem uma tendência de recusar sempre novos jeitos de olhar o mundo. É o que explica o psicólogo israelense Daniel Kahneman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2002, em seu livro Rápido e Devagar: Duas formas de pensar. Segundo ele, nosso cérebro confunde o que é familiar com o que é correto: ao ver ou sentir algo que desperta alguma memória, o cérebro define aquele "familiar" como "correto", da mesma maneira que o novo é decodificado como passível de desconfiança.Esse sistema foi muito útil para nossos antepassados homens das cavernas, que não podiam mesmo sair comendo qualquer frutinha nova que aparecesse à sua frente. Mas, nos dias de hoje, que exigem novas ideias para lidar com um mundo em mudança constante, esse mecanismo cerebral virou um entrave à inovação. Segundo essa tese, a normose não é uma doença: é uma característica humana, moldada pela evolução. Ou seja, talvez ser normótico seja normal.Você tem normose?Normose é um conjunto de hábitos considerados normais pelo consenso social que, na realidade, são patogênicos e nos levam à infelicidade, à doença e à perda de sentido na vida."Que tal olhar para dentro de si mesmo?É aí que começa a revolução". Importante notar que, para olhar para dentro e descobrir sua vocação, não é mandatório dormir pelas ruas do país.Para saber maisNormose: A patologia da normalidadeJean-Yves Leloup, Pierre Weil e Roberto Crema, Verus, 2003Rápido e Devagar: Duas formas de pensarDaniel Kahneman, Objetiva, 2012









quarta-feira, 2 de abril de 2014

Workshop dia 25 de Abril 2014




O Workshop de Alimentação a realizar no dia 25 de Abril, tem como objectivo principal o esclarecimento e a informação que acho de estrema importância para qualquer praticante de Yôga, quer seja iniciante quer seja praticante com algum tempo de prática e, até para qualquer ser humano a viver nesta altura de tão grandes transformações no planeta e nos próprios seres  humanos.
Perceber e entender como funciona o nosso corpo é importante para ter um corpo são e uma mente clara:)
Saber como fazer para que toda a " máquina interna " esteja sempre afinada é um desafio que o Workshop visa responder.

Desejo que este dia que lhe  proponho lhe traga maior conhecimento e entendimento sobre sim mesmo :)

Fica então a  sugestão  para dia 25 de Abril.
Este Workshop é aberto a todos os interessados pode partilhar com quem achar de interesse.



Com carinho e amizade,
Ana 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Agenda de Abril 2014



Destaco o Workshop de " Anatomia, Alimentação, Yôga, Equilibrio e Economia a realizar no feriado  25 de Abril, ministrado por Ana Luísa Paulo e por Marcos Agostinho ( médico estudioso destes assuntos)
Aberto a todos os interessados, duração de 5horas, inscrição 30 Euros, incluí Almoço. 
          Local, Espaço SwáSthya
          Rua da Eira nº 6 
          Casal D´Além
          2560-058 A-dos- Cunhados



 Quando não nos conhecemos e não sabemos do nosso potencial é impossível confiar em nossos sonhos ". 
  SRi SRi Ravi Shankar   


segunda-feira, 31 de março de 2014

Espaço SwáSthya - Yôga - Espaço de Filosofia e Cultura: Yôga é para todos ??

Espaço SwáSthya - Yôga - Espaço de Filosofia e Cultura: Yôga é para todos ??:  Yôga, uma palavra com tão vasta sabedoria ...  Yôga é para todos...mas nem todos estão para o Yôga... Exi...

Yôga é para todos ??


 Yôga, uma palavra com tão vasta sabedoria ... 




Yôga é para todos...mas nem todos estão para o Yôga...
Existe quem fique apenas pelas migalhas ( benefícios da prática )...belos exercícios de ásana ...boa saúde,etc. Existem os que vão fundo e querem realmente saber mais:) Existem os que se entregam fazem do Yôga a sua forma de Estar...Integram-se:) Esses vão lá chegar !

Sim o Yôga tem uma meta, uma meta profunda, não está numa fita branca que se corta por chegar em primeiro, srsrrs mas, numa fita que "soltamos e nos liberta das amarras " que ego e mente têm a habilidade de construir e nos fazer acreditar na ilusão ... afastando-nos de nós mesmos, deixando-nos muitas vezes a uma distância abismal da nossa essência e tornando-nos pobres mortais sem rumo ou muitas vezes sem sentido na vida, vivendo em rotinas fechadas tal como peixes num aquário ...

Não confunda teimosia com determinação, elas fazem parte da mesma linha no entanto têm polaridades opostas...
O sábio concentra-se com determinação!
O ignorante concentra-se na teimosia de repetir o mesmo erro vezes sem conta...para este último serão sempre os outros a estarem errados ...
A sua teimosia inata não lhe permite ver para além do que vê ...cria os seus próprios limites, constrói as suas próprias amarras ...

Recorda-se do semeador de estrelas ?

De dia era apenas uma estátua que ali estava...ninguém a via bem ou para além dela ...


  
Há noite transformava-se no semeador de estrelas ....




          Seja   sábio concentre-se com determinação e avance, observe mais do que a " estátua " .... 

Ana

sexta-feira, 28 de março de 2014

Hoje trago-vos um testemunho de uma aluna nossa...


Comecei a praticar Hata Yôga em 1999. Queria aprender a meditar. Os desportos de competição nada tinham a ver comigo, e os de esforço e velocidade, faziam-me emagrecer facilmente.
A atração pelo Yôga vinha de longe, havia um desejo em experimentar, aprender e praticar em casa, em qualquer lado….

Este primeiro contacto com o Yôga não me prendeu, talvez por ainda não estar preparada para recebe-lo, hoje vejo as coisas assim.
Em 2005 conheci o Swásthya Yôga que rapidamente me encantou, despertou e animou. A identificação com este Yôga foi instantânea, e a minha alegria de viver e de sorrir, voltava agora em forma de Àsana, Pranayama ou Mantra….

Foram 5 anos muito gratificantes, com muitas descobertas, sempre muita alegria, leituras paralelas, prática regular ás 21,30h, SEM FALTAR !!!
Conheci a Ana Luísa aqui, neste importante momento da minha vida, de descoberta e entrega.
Entreguei-me ao Yôga de corpo e alma. Percebi que Yôga era muito mais que Àsana, era uma completa filosofia de vida, que transpunha o local da prática e impunha-se saudavelmente na nossa vida diária.

A partir de 2010, o professor ministrante do Swásthya Yôga deixou de vir dar aulas…. senti-me um pouco perdida, desamparada,  apesar de possuir muitas bases para praticar em casa, sozinha, mas não era a mesma coisa…. O grupo é imprescindível para mim!
O percurso a partir daqui foi alucinante, pois experimentei muitos Yôgas diferentes, cada um com as suas regras, cada um com as suas idiossincrasias… tentei adaptar-me a cada um deles, mas nada era como antes, apesar dos excelentes profissionais que tive a sorte de conhecer.

 A ausência completa das vocalizações, mantra, Ôm contínuo ( Um dos mais importante angas do Swásthya Yôga, para mim)…fizeram-me perder aos poucos a alegria que outrora tinha recuperado…. E assim permaneci, em estado indiferente, inócuo, letárgico.
Foi em Agosto passado/2013, que resolvi frequentar as aulas de Yôga no Espaço Swásthya da minha amiga de práticas mais antigas, a Ana Luísa!

Comecei a conduzir tarde na minha vida, por isso, ir ter com a Ana, praticar com ela, não me era fácil. O meu traço de independência, impedia-me de ir com alguém, esperar e ter de regressar à hora da boleia, estando deste modo sujeita aos horários de outros.

 Curioso, porque o Yôga também me ajudou a superar este medo de conduzir, e com a sua ajuda, das mentalizações que fiz, consegui me colocar dentro de um carro e… conduzir…..tantos ensinamentos, tantas ajudas….

Desde setembro que faço Yôga no espaço da Ana. Desde setembro que a minha evolução tem decorrido à velocidade da luz….pensei que parte do percurso já estava percorrido, mas felizmente enganei-me….há tanto ainda por fazer, por descobrir, desenvolver, realizar, efetivar, sonhar e aprender!

Recuperei toda a alegria que os Mantras e vocalizações do Ôm despertavam em mim. A juntar ao meu gosto pelas vocalizações, ainda tive a oportunidade de participar nos primeiros Ôm Healings promovidos neste espaço, que muito inteligentemente vieram parar às mãos da Ana, muito/tudo por mérito da própria, porque quem não procura, não encontra! (ambas achávamos que devia existir qualquer coisa, ASSIM….!!)

Obrigada Ana, por nestes escassos meses de prática, me teres ensinado tanto, sempre de boa vontade, sempre com um sorriso no rosto….sempre lá! J

Posso falar das alterações positivas que decorreram na minha vida desde setembro (foram imensas!!) mas estas alterações decorreram das aprendizagens realizadas através dos muitos ensinamentos da Ana, dos livros recomendados e da fantástica prática do ÔM Healing que a todos recomendo, pelo menos experimentem uma vez, pois a sensação é L I B E R T A D O R A !

Para concluir este meu testemunho, falta-me referir a Reconexão, feita pela Ana Luísa. Não esperei nada, não ansiei nada nem perspetivei nada….aconteceu de forma natural, agradável e muito ténue. A sensação que tive foi de limpeza geral, profunda e eficaz! Saí de lá ainda mais leve! Aconselho!

Maria José Santos